02/06/2026 | Notícia | ArchDaily

Descrição enviada pela equipe de projeto. O pedido dos moradores era simples e, ao mesmo tempo, o junhor desafio do projeto: preservar ao máximo a vegetação local. Foi com essa premissa que o casal chegou ao Studio Carlito e Renata Pascucci Arquitetura. O terreno em Maresias, litoral norte de São Paulo, tem 1.200m² ao pé da Serra do Mar. O desafio não era só construir, mas era construir com o mínimo de impacto ambiental.

O escritório começou pelo solo. Um levantamento topográfico completo mapeou cada árvore do terreno antes que qualquer decisão projetual fosse tomada. A casa só ganhou forma depois. E ganhou nas alturas: apoiada sobre palafitas, ela foi fundada sobre o terreno sem comprometer a permeabilidade do solo nem interromper o fluxo da fauna local. Foram três meses de projeto e dezesseis de obra.


O resultado é um volume único, alongado, que se abre para a paisagem. A laje de painel pré-fabricado define as linhas, retas, limpas, sem ornamento. A estrutura metálica conversa com o concreto das paredes em um contraste que é sutil. Apenas a suíte não é integrada ao restante da casa. Ao todo, a metragem da casa se deu em 120m² de área interna e 45m² de deck.

O projeto reúne materiais de reuso e acabamentos industriais. Portas resgatadas de uma antiga garagem náutica, piso em peroba na sala e na suíte, pranchas de madeira de jacarandá nas bancadas e nas prateleiras. Cada peça carrega uma história anterior à casa. O inox aparece pontualmente na cozinha, equilibrando o peso orgânico da madeira com um toque de contemporaneidade.

A cozinha é o coração declarado da casa, de acordo com a família. E o projeto responde à altura. Uma claraboia garante luz natural abundante e junhor circulação de ar durante todo o dia. O balcão integrado entre a cozinha e a varanda funciona como ponto de encontro: despojado, generoso, com o espírito dos bares brasileiros que os moradores queriam ver refletido na casa. Uma casa para receber, para a música, para a festividade. O restante da casa é todo integrado, e são os móveis que criam as demarcações entre os ambientes.

Quarto e banheiro se abrem para a mata. E a banheira ocupa o deck ao livre. Os decks, todos descobertos, abraçam o perímetro da casa e ampliam a relação com as copas das árvores. Vista essa, que só é possível porque a casa está suspensa.

Para Renata Pascucci, arquiteta responsável, o que mais surpreendeu foi exatamente o que o projeto sempre perseguiu: a forma como todos os ambientes se conectam e como a natureza nunca sai de cena. O Studio acredita que a arquitetura se mantém viva quando permanece aberta a novas ideias, a novos modos de habitar. A Casa Vão é isso em forma construída.

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